31 dezembro 2014

2015: o tempo em suas mãos!

 

Mais um ano se passou. Quase não deu pra perceber os meses, semanas e dias escorrendo pelas mãos. Quem deixou para o mês seguinte começar algo e não cumpriu a meta deve ter se assustado com a impiedade do tempo. Tudo pode parecer mais rápido, mas o relógio ainda marca 24 horas para o dia. O ano tem 365 dias, a hora equivale a 60 minutos e um minuto não dura mais que 60 segundos. O tempo não mudou o seu ritmo. Mas as pessoas, sim.

A vida parece mais corrida porque as tarefas e compromissos se tornaram mais complexos. Apesar de a tecnologia ajudar o indivíduo a fazer tudo com mais velocidade para que lhe sobre mais horas, ironicamente, o dia está cada vez mais curto. Por que esta sensação de mundo acelerado?

Talvez quando se gastava mais tempo para se fazer algo também era possível aproveitar melhor cada valioso segundo. Sem pressa, o tempo tornava cada experiência mais viva e marcante.

Quem não se lembra do barulho da pipoca estourando ensurdecedor na panela quente enquanto o cheiro viajava pela casa até alcançar a todos? Dependendo do milho, da temperatura e da experiência da pipoqueira, podia-se ter uma bacia bem cheia. Ou não, se algo falhasse, era preciso tentar novamente. Mesmo se o milho não arrebentasse completamente, nada parecia ser mais saboroso que uma pipoca vinda direto da panela. E a pipoca quentinha, temperada e cheirosa feita pelo velho pipoqueiro em seu carrinho em frente ao cinema da praça, na rua mais movimentada da cidade?

Houve um período em que amar parecia exigir mais tempo e vontade. Se era preciso dizer algo em segredo por carta para alguém, levava-se uma eternidade para escolher a estratégia certa para fazer a mensagem chegar ao ser amado. E a espera de enlouquecer podia ser recompensada com a chegada da resposta. Certa vez uma garota descobriu que uma de suas cartas para o primeiro namorado nunca foi entregue porque o mensageiro também já havia se apaixonado por ela.

O tempo ainda parece mais valioso quando se pode abraçar quem se ama ao som de uma música bonita, acompanhado de uma taça de vinho ou uma xícara de café à beira do mar, na varanda de uma casa de campo ou na lanchonete da avenida central. A presença ainda é algo insubstituível.

Mas o cotidiano não é mais o mesmo. As transformações tecnológicas trouxeram benefícios e conquistas. Não há dúvida deste legado da humanidade. E tal evolução pode até ter aproximado as pessoas virtualmente, mas, mudou o ritmo da vida e, em grande parte, provocou distanciamento, isolamento e solidão. E, junto, uma sensação de tempo perdido.

Apesar disto, os sentimentos ainda são os mesmos e as emoções ainda nascem no mesmo lugar. Daí vem a grande esperança. O tempo cujo relógio não para pode durar o quanto cada um quiser se for aproveitado de um jeito diferente, criativo e intenso. Com o fechamento de mais um ciclo de 365 dias, o calendário chama a atenção para uma nova contagem do tempo em meses, semanas, dias, horas e segundos…por aí vai. Neste ano novo, resgate o tempo dando-lhe a cor, o sabor, o toque e a emoção que desejar dentro do ritmo do seu coração. Feliz 2015!

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