5 junho 2019

Aspomires abre as portas para reunião unificada que discute salário na Segurança Pública

Na última quinta-feira (30), a Aspomires recebeu as demais entidades representativas de classe do PMES e BMES, ASSOMES, ASSES, ACS, ABMES, bem como da categoria dos delegados, investigadores e peritos da PCES, entre elas ADEPOL, SINDEPES, SINPOL, ASSINPOL e SINDIPERITOS. O objetivo foi a formalização institucional de uma frente conjunta e ampla de valorização salarial para os operadores da Segurança Pública do estado. Nesta data, foi firmado um Pacto Unificado, a fim de defender a dignidade e repeito com estes profissionais.

De acordo com o presidente Cap Raimundo, este primeiro encontro teve como objetivo conscientizar os dirigentes de associações PM, BM e polícia civil do estado em prol da luta por melhoria salarial. “Estamos passando por uma crise muito séria. Nossos companheiros, familiares, as entidades encontram-se na UTI financeira. Infelizmente, não podemos ficar de braços cruzados”, explica Cap Raimundo. E complementa: “Tomamos esta iniciativa e já demos um segundo passo. Nesta terça (4), convocamos a Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da ALES para mostrar que nosso grupo está unido”.

A principal reivindicação deste grupo é encontrar um mecanismo que venha a minimizar a realidade dos militares e policiais civis e familiares. “A situação tornou-se insustentável. Não queremos confronto, nem radicalismo. Buscamos diálogo e ter uma perspectiva de que, em breve, o governo venha manifestar a condição de melhoria”, aponta o presidente. O grupo sabe que é uma batalha a ser mitigada a longo prazo, mas está na expectativa de uma ação do governo atual. “Não esperamos que a situação seja totalmente resolvida neste ano. Nossa vontade é para que possamos respirar com um pouco mais de tranquilidade, pois é possível encontrar um meio termo que venha beneficiar a classe da Segurança Pública”, afirma.

Cap Raimundo destaca que todas as associações estão falando a mesma língua. “Vamos tocar este barco de maneira ordeira. O governo vai se sensibilizar ao perceber que as associações estão unidas, a fim de buscar solução para este problema”, comenta o presidente. E complementa: “É triste e vergonhoso saber que uma classe tão importante para a sociedade capixaba tenha o pior salário na área de Segurança Pública no país”. O presidente reafirma o compromisso com os associados. “Desejo que nossos associados nunca desanimem, pois este presidente está lutando, assim como na primeira gestão, com todas as forças para sensibilizar o governo para melhorar a condição de vida da família militar capixaba. E não vou esmorecer. Não fico sentado à mesa, aguardando as coisas acontecerem. Levanto a bandeira da causa e, agora, em parceria com as demais entidades”, finaliza Cap Raimundo.