8 junho 2019

Aspomires recebe deputados da comissão de Segurança da ALES

Na manhã desta última terça-feira (4), o Cerimonial Aspomires foi palco para um café da manhã oferecido pela associação às demais entidades representativas e aos deputados estaduais da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da ALES. Participaram da reunião o presidente da Comissão, deputado Danilo Bahiense, o vice, deputado Cel Quintino, e demais membros efetivos, como os parlamentares Luciano Machado, Cap Assumção, Dr. Emilio Mameri. O objetivo deste encontro foi desenvolver o espírito de solidariedade entre as entidades de classe da área de Segurança Pública do estado com o Legislativo.

Na apresentação, o presidente da Aspomires, Cap Raimundo, reforçou a preocupação das entidades que formam a frente conjunta com a realidade salarial da classe. “Nós, dirigentes de associações nos reunimos, a fim de discutir a defasagem salarial dos policiais e bombeiros militares e policiais civis. Com isso, está sendo elaborado um documento que deverá ser apresentado ao governador Casagrande”, iniciou Cap Raimundo. E complementou: “Temos que encontrar uma solução para minimizar esta situação. Ressalto que este grupo não quer confusão, como aconteceu em fevereiro de 2017, tampouco privilégios em detrimento de outras classes de servidores do Estado. Queremos, apenas, ser valorizados, com um tratamento digno. Sem Segurança Pública, não há Estado constituído”.

O vice-presidente da Comissão, deputado Cel Quintino, pontuou as principais atividades desenvolvidas na ALES e parabenizou as associações PM, BM e PC pela atuação ativa junto ao Poder Legislativo. “A partir desta união de forças que poderemos sensibilizar o Governo. Hoje, o salário do Espírito Santo na área de Segurança Pública é o pior quando comparado ao restante do país. E a bomba está estourando na mão de nós, parlamentares, e das associações de classe. Temos total noção da pressão vivida por essas entidades representativas”, destacou o deputado. E complementou: “Em conversas com secretários e governo de Estado, temos percebido uma dificuldade de reajuste ou da correção anual, prevista na Constituição Federal, ainda para este ano. Estou apostando minhas fichas em 2020. Contudo, tenham certeza que a Comissão vai bater às portas do Governo para que, no mínimo, a correção, que é um dever do Estado, seja feita neste segundo semestre”.

A Comissão de Segurança reafirmou o compromisso com os agentes do segmento, mas apontou uma barreira financeira imposta pela União. “Infelizmente, em 2017, houve um acordo firmado entre os estados federativos e a União, no qual houve um compromisso de, a cada ano, o custo não pode ser maior que a taxa de inflação. Esta é a dificuldade que o Governo atual está enfrentando. Esta informação não está chegando ao conhecimento das tropas”, explicou. E complementou: “Mesmo assim, estou na expectativa de uma sinalização do Governo e acredito que, até 2022, nosso estado não será mais o último deste ranking. Apesar de saber que, quem tem fome, tem pressa”.