8 janeiro 2014

Corpo de Bombeiros alerta contra afogamentos

 

Após uma temporada de chuvas fortes, o sol voltou a brilhar e trouxe altas temperaturas. Para aproveitar os dias de calor, capixabas e turistas de várias partes do país correm para as praias, rios, lagoas, cachoeiras e piscinas das regiões turísticas do Espírito Santo. Com o objetivo de aumentar a prevenção contra afogamentos, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMES) orienta os banhistas sobre os principais cuidados na hora da diversão.

De janeiro a novembro de 2013, foram registrados 77 afogamentos no estado em praias, rios, lagoas, piscinas e curso d’água. Desde a abertura da Operação Verão, em dezembro de 2013, até 07 de janeiro de 2014, nenhum afogamento foi registrado nas praias que contam com a presença de guarda-vidas, segundo dados do CBMES.

No entanto, para se ter uma ideia, o órgão costuma registrar no período de um dia de sol, em apenas um ponto específico da Praia de Itaparica, em Vila Velha, próximo a um dos quiosques mais movimentados da orla, cerca de 60 resgates de pessoas que se envolveram em situações que poderiam resultar em morte por afogamento. O alerta é do coordenador do Projeto Salvamar, major Leonardo Carnielli Oliveira.

Todos os anos, o Corpo de Bombeiros estabelece parcerias com órgãos municipais para prevenir a população contra os riscos de afogamento e atender as ocorrências registradas nas áreas de banho. Por meio de parceria com as prefeituras das cidades situadas em áreas litorâneas, a instituição militar atua na seleção e no treinamento de guarda-vidas e na coordenação das ações de salvamento. Já o poder municipal se responsabiliza pela contratação e o fornecimento de equipamentos de proteção individual para o profissional. Alguns veículos de apoio, como jets skys e embarcações, são utilizados pelos bombeiros nas áreas de atuação.

Para se tornar um guarda-vidas, a pessoa precisa ter mais de 18 anos, ser aprovada no teste de aptidão física e no exame de saúde, além de se classificar dentro do número de vagas estipulado pelo município. Para a nova temporada de verão, foram ministradas 60 horas de treinamento, incluindo o estudo de técnicas de salvamento aquático, noções de atendimento pré-hospitalar, normas de circulação de navegação e palestras para difusão de informações turísticas.

Depois da capacitação, os guarda-vidas foram enviados para locais de maior movimento nos balneários de Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão, Guarapari, Anchieta, Marataízes, Aracruz, Linhares, São Mateus e Conceição da Barra.

Mesmo com a presença da equipe de prevenção e salvamento, o banhista deve ficar atento e fazer a sua parte. “Procure se divertir com segurança. Jamais se coloque numa situação de risco”, orienta o major Carnielli.

 

Confira os principais cuidados para evitar afogamento:

 

– Ao chegar ao local de banho (praia, rio, lagoa, cachoeira ou piscina), faça o reconhecimento do ambiente de modo a identificar as áreas mais profundas, mais rasas e aquelas com pedras.

 

– O salva-vidas foi treinado para dar segurança aos banhistas e atuar em defesa da coletividade. Procure-o para se orientar sobre as características do balneário, indicando o melhor local para banho e/ou para acioná-lo em situações de prevenção ou emergência. Não desvie a atenção do profissional com conversas prolongadas e nem o trate como guarda-vida particular.

 

– Em algumas praias, o profissional treinado disponibiliza pulseiras de identificação para que as crianças possam ser monitoradas dentro da área de abrangência do posto de salva-vidas.

 

– O banhista deve ficar atento às placas de sinalização dispostas nas praias com a indicação das áreas liberadas e as impróprias para banho. Respeite as orientações indicativas e seja sempre cauteloso.

 

– Ao chegar à praia, se posicione próximo à área de atuação dos salva-vidas.

 

– Nunca pule de áreas elevadas para dentro da água para não correr o risco de sofrer um trauma e, consequentemente, um afogamento.

 

– Evite o excesso de bebidas alcoólicas antes e durante a permanência nos locais de banho. Quando alcoolizadas, as pessoas se superestimam, perdem o controle, a resistência e a noção do perigo.

 

– Não imergir após a ingestão de refeições e lanches pesados.

 

– Nestes locais de banhos, dê preferência a uma alimentação leve e balanceada. Evite a desidratação, beba água.

 

– Ao entrar na água, não se afaste da margem e procure nadar em paralelo à linha da praia. Seja cuidadoso, principalmente, se você não pratica natação com regularidade e tem uma vida mais sedentária. Mesmo os atletas não estão imunes às armadilhas do mar.

 

– Se você é nadador, cuidado com nadadas prolongadas até ilhas. Você pode não estar preparado o suficiente para retornar à praia. Algumas ocorrências dos bombeiros referem-se ao resgate de nadadores que se deslocaram até estes pontos no meio do mar.

 

– Na hora de praticar esportes aquáticos, como stand-up surf, caiaque, banana-boat, sempre use o colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira.

 

– Fique atento à aproximação de embarcações.

 

– Tenha cautela ao caminhar sobre superfícies rochosas para evitar quedas e cortes.

 

– Nunca deixe crianças sozinhas em locais de banho (praia, piscina, cachoeira, lagoa, etc) ou sob a responsabilidade de outras crianças. Mantenha a supervisão constante.

 

– Evite uso de boias.

 

– Ao ver uma pessoa se afogando, não tente ser o herói. Ao tentar salvar alguém, você pode se afogar também numa ação corpo a corpo. Se for possível, jogue algum objeto flutuante para a vítima como prancha, boia, bola, caixa de isopor, madeira e até uma corda, se houver por perto. E acione o salva-vidas imediatamente.

 

– Não faça brincadeiras de mau gosto como fingir estar se afogando ou provocar “caldos”. Estas situações desviam a atenção dos salva-vidas e podem prejudicar o atendimento de ocorrências reais.

 

– Se você se envolveu em uma situação de perigo, não hesite, balance os braços para sinalizar o pedido de socorro.

 

– Nas piscinas, afaste-se da região onde funcionam os ralos de sucção.

 

– Nas piscinas em casa, não deixe brinquedos soltos perto da piscina que possam atrair crianças pequenas, levando-as ao risco de cair na água e sofrer um afogamento. Isole a área da piscina com cercas com, no mínimo, um metro e meio de altura.

 

– Nunca deixe baldes, bacias ou qualquer outro reservatório com água ao alcance das crianças sem um responsável por perto. Esvazie-os e guarde-os virados para baixo.

 

– Mantenha a tampa do vaso sanitário fechada e tranque a porta do banheiro. Crianças pequenas podem se afogar nestes ambientes.

 

Foto: Corpo de Bombeiros Militar do ES (CBMES)