6 abril 2015

Polícia Militar do ES completa 180 anos

 

A Polícia Militar do Espírito Santo completa 180 anos nesta segunda-feira (06/04). Para comemorar a data, a corporação realizará a solenidade de formatura militar, às 20 horas, no Quartel do Comando Geral, em Maruípe, na capital.

As festividades continuarão na terça-feira (07/04) com o Concerto da Banda de Música da PMES, às 20 horas, no Teatro Sesc Glória, no centro de Vitória. O evento marcará a escolha do vencedor do 1º Festival de Música da PMES.

No sábado (11/04) será realizado o culto de Ação de Graças pelos 180 anos da instituição. A cerimônia acontecerá às 19h30, no 6º Batalhão de Polícia Militar, em Carapina, na Serra.

Pra encerrar as comemorações, a corporação realizará a Corrida Rústica Noturna. O evento esportivo será realizado no dia 25 de abril com largada, às 19h30, ao lado do Shopping Praia da Costa. Os corredores farão um percurso de 10 quilômetros, começando por atravessar a 3ª Ponte e seguindo em direção ao Quartel do Comando Geral. As inscrições podem ser feitas até 20 de abril. Mais informações através do http://www.chiptiming.com.br/eventos/corridarustica180anospmes

 

Confira o artigo em comemoração ao aniversário da PMES

 

PMES: 180 ANOS

 

“Conhecer o passado nos proporciona compreender o

presente e planejar o futuro”.

 

A nossa honrada PMES nasceu no dia 06 de abril de 1835 no governo de Manoel da Silva Pontes, sendo que após o golpe militar de 1889 sofreu uma reestruturação e foi renomeada Corpo de Segurança.

Ao longo de sua heroica história mudou de nome por muitas vezes: Corpo de Polícia (1898), Corpo de Polícia Militar (1908), Regimento de Polícia Militar (1924), Força de Polícia (1933), Força de Polícia Militar (1940), e finalmente Polícia Militar.

Registramos aqui algumas participações de seus bravos e heroicos membros que com muito suor, lágrimas, sangue e, sobretudo coragem, participaram ativamente da Guerra do Paraguai (1865), da Revolta Paulista de 1924, da Revolução de 1930, e da Revolução Constitucionalista em São Paulo (1932), bem como dos motins no norte do nosso estado, (Guerra do Contestado), além da Guerrilha do Caparaó, apontada por alguns historiadores como o primeiro movimento armado de oposição ao regime militar brasileiro.

Um outro marco desta história foi a criação da exitosa Polícia Interativa de Guaçuí (1994), modelo de policiamento comunitário implantado em vários municípios capixabas e em outros estados. A revolucionária experiência propõe um serviço completo de policiamento (preventivo e repressivo) por meio da parceria com as comunidades na identificação, priorização e resolução de problemas através de uma discussão permanente e organizada.

Hoje, nossa luta, nossa guerra não é menos intensa que os registros de nossa história. A nossa bravura, a nossa coragem, o nosso amor a esse Estado e ao compromisso a que nós propusemos farão com que a atual e as futuras gerações continuem a escrever com brilhantismo os próximos 180 anos que virão pela frente. Afinal, somos uma das mais antigas instituições e que vinte e quatro horas por dia dedica a defender o cidadão capixaba.

Até mesmo as grandes batalhas reservam momentos de descanso, de reconhecimento e de reflexão. Por isso, parabenizo a todos os que escreveram essa rica e honrada história, e em especial, aos nobres companheiros que tombaram no cumprimento do dever.

Os homens e mulheres que fazem parte da “Família PMES”, em suas vidas pessoais e profissionais, souberam nesses 180 anos dignificar e contribuir para que possamos honrar as cores de nosso Estado sob o lema “Trabalha e Confia”, e que as ações daqueles que estão na ativa continuem a ser uma importante ferramenta de desenvolvimento, com gigantesca e crescente credibilidade de nosso Estado.

Não é preciso dizer muito. Hoje é dia de festa. Precisamos comemorar com todos essa data memorável.

Parabéns PMES pelos seus 180 anos!

E como disse o eterno Napoleão Bonaparte: “o maior orador do mundo é o sucesso”, portanto, posso me calar, a história heroica e honrada de minha amada corporação fala por si só.

 

Roberto Martins

Capitão PM RR

Pós-graduado em História Social/Ufes