24 janeiro 2015

Verão com cuidado é o melhor da estação

 

Um passeio na praia, na lagoa, no rio ou na piscina exige cuidado para que o verão deixe somente boas lembranças. Mesmo nos momentos de diversão e relaxamento ninguém deve esquecer a responsabilidade. O alerta é do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo (BMES).

De acordo com o levantamento da corporação, no ano de 2014, a corporação registrou 94 afogamentos. Em 2013 foram registrados 115 afogamentos. Desde o início da Operação Verão, em dezembro de 2014, até 17 de janeiro de 2015, foram registrados três óbitos de um total de 23 ocorrências de afogamentos.

Cabe ressaltar que os bombeiros somente são acionados nos casos mais graves. Ou seja, o número de atendimentos feitos pelos guardas-vidas espalhados pelas praias capixabas é ainda maior. Estes profissionais são treinados pela corporação para ações de prevenção e de salvamento aquático.

Segundo a Ajudante de Ordens do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, tenente Gabriela Andrade de Carvalho, 80% das ocorrências ocorrem em locais de água doce. Os afogamentos têm sido mais comuns em piscinas, rios, lagoas, represas e parques aquáticos.

“Na praia a pessoa não se arrisca tanto porque teme as ondas e a correnteza. Os locais de água doce dão uma falsa sensação de segurança. O banhista se engana com a aparente mansidão das águas. O fundo de uma lagoa, por exemplo, pode ter buracos e galhos que costumam se prender à pessoa não permitindo que suba à superfície. Além disso, nestes locais, muitos banhistas costumam se arriscar ao pular de pedras e pontes”, explica a tenente.

Segundo a militar, outro alerta importante é a atenção dada às crianças em qualquer ocasião. “Com criança o cuidado deve ser redobrado, sempre. Por causa da curiosidade normal da idade e por não ter noção do perigo, a criança tende a se arriscar”, enfatiza a bombeira. A tenente orienta: a criança deve usar sempre boias ou coletes de espuma, pois os infláveis podem não funcionar, mesmo assim, os pais ou responsáveis são obrigados a supervisionar os pequenos durante todo o tempo.

Para aumentar a prevenção, o Corpo de Bombeiros disponibilizou um efetivo de 100 militares. O efetivo atua na supervisão dos grupos de guarda-vidas espalhados pelos locais de maior movimentação de banhistas em todo o território. No ano passado, 1.070 guardas-vidas atuaram no estado.  “Estamos reforçando o efetivo de bombeiros, o de guarda-vidas, realizando as orientações nos locais de perigo e aprimorando as técnicas de salvamento a cada ano”, informa a bombeira.

Confira alguns cuidados do Corpo de Bombeiros para se evitar afogamentos:

 

– Escolha praias com posto de guarda-vidas.

 

– O salva-vidas foi treinado para dar segurança aos banhistas e atuar em defesa da coletividade. Procure-o para se orientar sobre as características do balneário, indicando o melhor local para banho e/ou para acioná-lo em situações de prevenção ou emergência. Não desvie a atenção do profissional com conversas prolongadas e nem o trate como guarda-vida particular.

 

– Em algumas praias, o profissional treinado disponibiliza pulseiras de identificação para que as crianças possam ser monitoradas dentro da área de abrangência do posto de salva-vidas. Em caso de desaparecimento de criança, peça ao guarda-vida para utilizar o radiocomunicador para acionar outros postos ao longo da praia.

 

– Ao chegar ao local de banho (praia, rio, lagoa, cachoeira ou piscina), faça o reconhecimento do ambiente de modo a identificar as áreas mais profundas, mais rasas e aquelas com pedras.

 

– O banhista deve ficar atento às placas de sinalização dispostas nas praias com a indicação das áreas liberadas e as impróprias para banho. Respeite as orientações indicativas e seja sempre cauteloso.

 

– Evite o excesso de bebidas alcoólicas antes e durante a permanência nos locais de banho. Quando alcoolizadas, as pessoas se superestimam, perdem o controle, a resistência e a noção do perigo. Nunca beba e entre na água.

 

– Não imergir e nem fazer atividades físicas na praia após a ingestão de refeições e lanches pesados.

 

– Nestes locais de banhos, dê preferência a uma alimentação leve e balanceada.

 

– Ao entrar na água, não se afaste da margem e procure nadar em paralelo à linha da praia. Em um afogamento, o tempo é essencial. Jamais nade em direção ao fundo.  Seja cuidadoso, principalmente, se você não pratica natação com regularidade e tem uma vida mais sedentária. Mesmo os atletas não estão imunes das armadilhas do mar.

 

– Se você é nadador, cuidado com nadadas prolongadas até ilhas. Você pode não estar preparado o suficiente para retornar à praia. Algumas ocorrências dos bombeiros referem-se ao resgate de nadadores que se deslocaram até estes pontos no meio do mar.

 

– Na hora de praticar esportes aquáticos, como stand-up surf, caiaque, banana-boat, sempre use o colete salva-vidas aprovado pela guarda costeira.

 

– Nunca pule de áreas elevadas para dentro da água para não correr o risco de sofrer um trauma e, consequentemente, um afogamento.  Em resumo, jamais salte de pedras, pontes ou de qualquer outro lugar que não conheça o fundo. Tenha também cautela ao caminhar sobre superfícies rochosas para evitar quedas e cortes.

 

– Nunca deixe crianças sozinhas em locais de banho (praia, piscina, cachoeira, lagoa, etc) ou sob a responsabilidade de outras crianças. Mantenha a supervisão constante. Sempre.

 

– Ao ver uma pessoa se afogando, não tente ser o herói. Ao tentar salvar alguém, você pode se afogar também numa ação corpo a corpo. Acione o salva-vidas imediatamente. Se for possível, jogue algum objeto flutuante para a vítima como prancha, boia, bola, caixa de isopor, madeira, corda e até uma garrafa pet se houver por perto.

 

– Não faça brincadeiras de mau gosto como fingir estar se afogando ou provocar “caldos”. Estas situações desviam a atenção dos salva-vidas e podem prejudicar o atendimento de ocorrências reais.

 

– Nas piscinas em casa, não deixe brinquedos soltos perto da piscina que possam atrair crianças pequenas, levando-as ao risco de cair na água e sofrer um afogamento. Isole a área da piscina com cercas ou grades com, no mínimo, um metro e meio de altura, ou ainda use lonas.

 

– Prefira coletes e boias de espuma.

 

– Esvazie as piscinas infláveis ou de plástico após o uso.

 

– Nunca deixe recipientes ou reservatórios com água ao alcance das crianças sem um responsável por perto. Esvazie-os e guarde-os virados para baixo.

 

– Mantenha a tampa do vaso sanitário fechada e tranque a porta do banheiro. Crianças pequenas podem se afogar nestes ambientes.

 

– Acione o 193 do Corpo de Bombeiros, em caso de necessidade.

 

Para obter mais dicas, acesse a Cartilha do Corpo de Bombeiro. O documento com orientações pode ser adquirido também na unidade do bombeiro mais próxima da sua casa:

 

http://we.tl/JcAjvngjtK